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O mundo de Keika by Luciana Keiko

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O ser é Uno.

Se o ser não fosse uno, então existiriam o “ser” e um outro “ser”.
(que voce pode chamar de “ser 2″ . Ou “abacate”.)

Então poderíamos definir o “ser” como o “não ser 2″. ( Ou até mesmo o “não abacate”.)

Então o “ser” pode também “não ser 2″ ou até “não abacate”

Mas como o “ser” pode também “não ser”?

Se o “ser” É. E o “não ser”, não é?

=P

Luciana keiko

  • “sendo”

  • no mundo da Keika

    Curioso.

    Eu tenho compulsão por escrever. Manuscrito, digitado, com qualquer coisa. Sobre qualquer assunto. Nada de extraordinário ou com conteúdo muito profundo. Nada que mereça muita atenção e principalmente, sem muita pretensão quanto ao fato de alguém ler ou não.
    Mas porque você escreve então?
    To conversando comigo mesmo. Num ritmo um pouco menos frenético que as conversas que tenho em pensamento.
    Como eu já disse em um post: “Procrastinação”

    “Adie por um dia, e dez dias passarão.”

    Enfim, faz mais de um mês que eu não escrevo nada!!! Pelo menos não aqui. Negligencia. Essa é a definição para o meu ato.
    Nossa! Quanta exigência pessoal!
    Não! Negligenciar seus impulsos (aqueles não prejudiciais as demais pessoas) é negligenciar as suas vontades mais puras. ( e não pura vontade!)
    Nenhum tempo ou falta dele pode ser mais forte que uma vontade.

    Luciana keiko

  • sem moral

  • no mundo da Keika



    Em 1 de agosto de 2008 eu fiz uma tatuagem. Quem quiser ver a imagem ela está em um post intitulado vontade. É a palavra vontade escrita em binário na minha mão direita.
    As pessoas nunca vêem a beleza da palavra quando eu digo o que esta escrito na minha mão. Ou não entendem o tamanho da sua beleza. Tudo bem. Não importa. Deve ser por isso ate que eu tenho ela tatuada na mão e não eles.
    A origem da beleza, eu descobri logo cedo. E com absoluta certeza, é esse sentimento que esta correndo em minhas veias que falo agora.
    Embora já tenha passado mais que uma década, essa é uma das coisas que lembro me perfeitamente.
    Quando eu era criança e depois adolescente, como todos os estudantes do país, por lei ate, eu tinha que fazer 3 aulas de educação física por semana. Pensando assim, me parece a lei mais incrível que me impuseram nesta vida.
    Enfim, essa pode ter sido a lei que mudou a minha vida.
    Lembro bem que tinha duas aulas na terça feira e uma na sexta feira. Nunca gostei de dormir muito, mas acordar também não é uma tarefa fácil para quem dorme pouco. Mas o que define se você vai acordar ou não é a primeira coisa que você pensa no primeiro segundo em que abre os olhos.
    Na segunda feira, a primeira coisa que eu pensava nesse segundo era na aula de educação física. Eu sabia que a aula era na terça, mas a terça só chegaria se a segunda passasse. E isso já era o suficiente para eu acordar todos os dias. Na segunda acordava porque estava chegando mais perto da terça, e na terça, acordava porque o grande dia havia chego. Na quarta era porque se passasse a quinta, a sexta estaria mais próxima, e a quinta, era porque faltava muito pouco para a sexta. E a sexta por que… Simplesmente era a sexta. Se eu contar, vivi 7 anos em função de umas 3 horas (no máximo) por semana. Nenhuma outra aula era incomoda o suficiente para destruir a vontade que eu tinha de estar naquela aula. A de educação física.
    Não me lembro de um dia sequer que eu não tenha querido acordar durante todos os vários anos que passei na escola.
    Realmente lembro-me do sentimento que era acordar só para jogar bola. Parece idiota. Mas é essa vontade que eu quero correndo em minhas veias. Chego a me invejar por aqueles tempos. Tempos onde jogar bola, podia ser praticamente motivo para viver.
    Hoje, uma vez adultos idiotas, não jogamos mais bolas, porque nossos corpos velhos e sedentários não conseguiriam trabalhar no dia seguinte de dores por meia hora de esforço físico, e também nem conseguiríamos 10 amigos que estejam dispostos a se movimentar por uma bola. Nao fazemos excursões com os amiguinhos, porque nossos amiguinhos não tem mais tempo e porque não dizer vontade mesmo em estar juntos por algumas horas para brincar de alguma coisa ou mesmo conversar de outra coisa que não seja casar, comprar apartamento, quanto perdeu de dinheiro com a crise na bolsa de valores ou quem é o novo gerente do Santander. Agora excursão chama barzinho. E esporte só tomar cerveja mesmo. Ninguém mais se apaixona pelos amiguinhos. Todos já chegaram na época que ta na moda casar, aquele tempo onde todos começam a casar com o primeiro que aparece só porque o que todo mundo faz nessa época é casar. Praticamente uma reação em cadeia. Baseada em uma cultura que não existe mais. Bom, to cansada de falar sobre casar. Ah, e também porque agora os amiguinhos não são dignos de paixões. Somos velhos, preconceituosos, exigentes e egoístas. Nossos amiguinhos não estão mais a altura que nossas exigências nos permitem.
    Eu adorava ir para a escola.
    Bom, como disse meu amigo Sêneca, que adianta lutar contra os seus vícios se você vai ter que lutar contra o dos outros.
    Talvez hoje eu não tenha tantas vontades quanto gostaria. Mas as poucas que tenho hoje me fazem acordar todos os dias. E é isso que eu quero, só acordar.
    Então, tudo o que eu preciso é de vontade. O resto eu me viro. Porque ela me move e como dizem, só por ela eu falo.
    E para quem não sabe (acho que ninguém nunca soube) é isso que está escrito na minha mão direita. É essa vontade de que falo.

    Na mão esquerda vai “escolha”. Mas esse é um outro capítulo.

    Pergunta numero 3#

    O que é que você pensa no primeiro segundo depois que abre os olhos todas as manhãs?

    Se você não souber responder, talvez nunca saiba da vontade que falo.
  • Luciana Keiko

  • No mundo onde a fortuna não está em nenhum lugar e em nenhum bem. Mas na vontade. Nem que for de jogar bola.



  • Eu estava passeando pelo IME, e percebi um cartaz de comemoração de 100 anos do “axioma da escolha”. Eu já conhecia este axioma. O fato é que CEM anos se passaram e eu ainda não consigo escolher nem que ônibus eu tenho que tomar!

    Para mim a vida se resume a uma palavra:

    escolha

    A vida é única e exclusivamente feita de escolhas. Todo a felicidade advém de escolhas. Todos os problemas são fruto de escolhas. E como escolhas são tudo, somos todos obrigados a fazer escolhas o tempo inteiro, tendo capacidade ou não para isso.

    Elas são nossa salvação e nossa desgraça.

    Inclusive ouvi uma frase muito bonita (e que se você absorver vai ser salvo) ontem:

    “Seja lá o que você escolher, tá bom. Porque a escolha certa é aquela que você faz”.

    Faz muito sentido esta frase. Eu disse que quem absorver estará salvo. Sofremos infinitamente para fazer muitas das nossas escolhas. Julgando-as extremamente complexas, cheia de variáveis.Mesmo quando elas não tem. Depois de escolhidas, passamos o tempo inteiro nos culpando por muitas delas. E depois pensamos como teria sido se tivéssemos escolhido a outra opção.

    Se nós simplesmente escolhêssemos sem julgar e simplesmente aceitássemos nossas escolhas.

    Mas esse é um sentimento daqueles que precisam ser absorvidos e não ouvidos. Talvez nem em uma vida isso se torne parte da alma. Então apostaria que não haverá mais sofrimento. Talvez o homem não esteja tão preocupado em não sofrer. Percebo que as pessoas vivem incessantemente em busca daquela tão falada (e imaginária) felicidade. Mas percebo também, que ao mesmo tempo, mora dentro de cada ser humano um outro alguém que não se sente confortável no confortável. A tempos percebo esta estranha necessidade que as pessoas tem de boicotar inconscientemente seu próprio conforto na necessidade absurda de não estar confortável. Eu tenho uma teoria de que o mal pode ser bom, que eu não vou falar agora, mas neste caso, se trata de um daqueles comportamentos do homem que eu odeio. Mesmo que ele esteja dentro de mim também.

    “Quando está dando tudo certo, é porque não chegou no final”. Essa é a frase verdadeira.

    E por isso, “escolha”  vai ser a palavra que eu vou tatuar, em binário, na outra mão. Para acompanhar a “vontade”. Mas a saber, não foi agora que eu decidi, já está decidido a um tempinho. Sou encanada com escolhas faz tempo. Desde que eu descobri que eu não consigo fazer nem metade das que eu deveria. Desde que eu descobri que empurro minhas escolhas para quem tiver mais perto. Desde que eu não consigo fazer nada para mudar isso.

  • Axioma da escolha

    Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre

    Na matemática, o axioma da escolha é um axioma da teoria dos conjuntos. Foi formulado em 1904 por Ernst Zermelo. Até o início do século XX era um axioma controverso, mas graças ao trabalho de Zermelo, Hilbert e outros matemáticos, o axioma da escolha foi satisfatoriamente modelado em lógica simbólica, resultando na teoria de conjuntos padrão da matemática contemporânea, a teoria ZFC - Zermelo-Fraenkel-Choice.

    Intuitivamente falando, o axioma da escolha diz que se você tiver uma coleção de cestas, cada qual contendo pelo menos um objeto, então é possível pegar exatamente um objeto de cada cesta — mesmo que haja um número infinito de cestas e não haja nenhuma regra que estabeleça qual objeto de cada cesta deve ser escolhido.

    Por exemplo, você não precisa do axioma da escolha para escolher um sapato de cada par, dentre um número infinito de pares de sapatos. É possível estabelecer uma regra como: pegar sempre o pé direito. Por outro lado, para escolher uma meia dentre um número infinito de pares, é necessário utilizar o axioma da escolha. Sendo as meias de cada par iguais, não é possível estabelecer uma regra de escolha. O axioma da escolha estabelece que uma forma de escolha existe, mesmo que não haja uma regra para escolha que possa ser definida em um número finito de passos.

    Uma das razões pela qual alguns matemáticos não gostam do axioma da escolha é que ele implica na existência de objetos bizarros e contra-intuitivos. Um exemplo é o paradoxo de Banach–Tarski. Este paradoxo estabelece que é possível dividir uma esfera sólida tridimensional em um número finito de pedaços e com estes pedaços construir duas esferas, do mesmo tamanho da original.

    Relação com a hipótese do continuo

    O matemático Kurt Gödel mostrou que dentro da teoria ZFC não se pode provar que a hipótese do continuo é falsa. Por sua vez, Paul Cohen mostrou que a hipótese do continuo é independente dos axiomas da teoria ZFC. No entanto, a hipótese do continuo generalizada implica o axioma da escolha na teoria ZF.

  • Luciana keiko

  • O que um cartaz faz, no mundo da Keika

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