webkeika.com

O mundo de Keika by Luciana Keiko

Browsing in Textos

“Daria tudo que sei, pela metade do que ignoro”

René Descartes



“Às vezes você precisa criar o que você quer para ser parte daquilo.”

– Geri Weitzman



Eu estava passeando pelo IME, e percebi um cartaz de comemoração de 100 anos do “axioma da escolha”. Eu já conhecia este axioma. O fato é que CEM anos se passaram e eu ainda não consigo escolher nem que ônibus eu tenho que tomar!

Para mim a vida se resume a uma palavra:

escolha

A vida é única e exclusivamente feita de escolhas. Todo a felicidade advém de escolhas. Todos os problemas são fruto de escolhas. E como escolhas são tudo, somos todos obrigados a fazer escolhas o tempo inteiro, tendo capacidade ou não para isso.

Elas são nossa salvação e nossa desgraça.

Inclusive ouvi uma frase muito bonita (e que se você absorver vai ser salvo) ontem:

“Seja lá o que você escolher, tá bom. Porque a escolha certa é aquela que você faz”.

Faz muito sentido esta frase. Eu disse que quem absorver estará salvo. Sofremos infinitamente para fazer muitas das nossas escolhas. Julgando-as extremamente complexas, cheia de variáveis.Mesmo quando elas não tem. Depois de escolhidas, passamos o tempo inteiro nos culpando por muitas delas. E depois pensamos como teria sido se tivéssemos escolhido a outra opção.

Se nós simplesmente escolhêssemos sem julgar e simplesmente aceitássemos nossas escolhas.

Mas esse é um sentimento daqueles que precisam ser absorvidos e não ouvidos. Talvez nem em uma vida isso se torne parte da alma. Então apostaria que não haverá mais sofrimento. Talvez o homem não esteja tão preocupado em não sofrer. Percebo que as pessoas vivem incessantemente em busca daquela tão falada (e imaginária) felicidade. Mas percebo também, que ao mesmo tempo, mora dentro de cada ser humano um outro alguém que não se sente confortável no confortável. A tempos percebo esta estranha necessidade que as pessoas tem de boicotar inconscientemente seu próprio conforto na necessidade absurda de não estar confortável. Eu tenho uma teoria de que o mal pode ser bom, que eu não vou falar agora, mas neste caso, se trata de um daqueles comportamentos do homem que eu odeio. Mesmo que ele esteja dentro de mim também.

“Quando está dando tudo certo, é porque não chegou no final”. Essa é a frase verdadeira.

E por isso, “escolha”  vai ser a palavra que eu vou tatuar, em binário, na outra mão. Para acompanhar a “vontade”. Mas a saber, não foi agora que eu decidi, já está decidido a um tempinho. Sou encanada com escolhas faz tempo. Desde que eu descobri que eu não consigo fazer nem metade das que eu deveria. Desde que eu descobri que empurro minhas escolhas para quem tiver mais perto. Desde que eu não consigo fazer nada para mudar isso.

  • Axioma da escolha

    Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre

    Na matemática, o axioma da escolha é um axioma da teoria dos conjuntos. Foi formulado em 1904 por Ernst Zermelo. Até o início do século XX era um axioma controverso, mas graças ao trabalho de Zermelo, Hilbert e outros matemáticos, o axioma da escolha foi satisfatoriamente modelado em lógica simbólica, resultando na teoria de conjuntos padrão da matemática contemporânea, a teoria ZFC - Zermelo-Fraenkel-Choice.

    Intuitivamente falando, o axioma da escolha diz que se você tiver uma coleção de cestas, cada qual contendo pelo menos um objeto, então é possível pegar exatamente um objeto de cada cesta — mesmo que haja um número infinito de cestas e não haja nenhuma regra que estabeleça qual objeto de cada cesta deve ser escolhido.

    Por exemplo, você não precisa do axioma da escolha para escolher um sapato de cada par, dentre um número infinito de pares de sapatos. É possível estabelecer uma regra como: pegar sempre o pé direito. Por outro lado, para escolher uma meia dentre um número infinito de pares, é necessário utilizar o axioma da escolha. Sendo as meias de cada par iguais, não é possível estabelecer uma regra de escolha. O axioma da escolha estabelece que uma forma de escolha existe, mesmo que não haja uma regra para escolha que possa ser definida em um número finito de passos.

    Uma das razões pela qual alguns matemáticos não gostam do axioma da escolha é que ele implica na existência de objetos bizarros e contra-intuitivos. Um exemplo é o paradoxo de Banach–Tarski. Este paradoxo estabelece que é possível dividir uma esfera sólida tridimensional em um número finito de pedaços e com estes pedaços construir duas esferas, do mesmo tamanho da original.

    Relação com a hipótese do continuo

    O matemático Kurt Gödel mostrou que dentro da teoria ZFC não se pode provar que a hipótese do continuo é falsa. Por sua vez, Paul Cohen mostrou que a hipótese do continuo é independente dos axiomas da teoria ZFC. No entanto, a hipótese do continuo generalizada implica o axioma da escolha na teoria ZF.

  • Luciana keiko

  • O que um cartaz faz, no mundo da Keika

  • Tem um cara dentro de mim
    Que faz tudo ao contrário:
    Não temo amar, ele se borra
    Sou esperto, ele é otário
    Não amolo ninguém, ele torra
    Acredito em tudo, ele é ateu
    Sou normal em sexo, ele tarado
    Agito sempre, ele fica parado
    sou bacana, ele escroto
    quem me faz infeliz e torto
    É sempre ele, nunca fui eu.

    Ulisses Tavares

    Next Page »