“Todas as coisas estão cheias de deuses.”
– Tales de Mileto
O mundo de Keika by Luciana Keiko
“Todas as coisas estão cheias de deuses.”
– Tales de Mileto
2009 vai acabar logo menos…
e hoje, durante o almoço com a minha amiga @Crisbn eu só pude pensar…
QUE ANO BOM!
Parece que foi ontem que eu escrevi que estava acabando 2007…
Caramba! Não é que está acabando 2008… está acabando 2009!!!
Eu sei que aproveitei o ano bem… cada segundo.
E você? Aproveitou?
Tenho um amigo que sempre diz:
“Um único dia é o tamanho da vida.”
Ele tem toda razão. Meus amigos normalmente tem razão…]
@luciana_keiko saúda seu amigo Sêneca
comemorando
no Mundo de Keika
1. A maior parte dos mortais, Paulino, lamenta a maldade da Natureza, porque já nascem com a perspectiva de uma curta existência e porque os anos que lhe são dados transcorrem rápida e velozmente. De modo que, com a exceção de uns poucos, para os demais, em pleno esplendor da vida é que justamente esta os abandona. No entanto, como se imagina, não apenas o comum dos mortais ou a massa ignorante sofre desse mal geral, pois, ao afetar também os homens cultos, seus efeitos geram muitos lamentos. 2. Por isso, aquela expressão do pai da medicina(*):”a vida é breve, a arte, longa”. Por isso, o intento de Aristóteles (não próprio de um homem sábio) com a Natureza, exigindo um mínimo de equidade: “A Natureza concede aos animais um tempo de vida tal, que lhes permite ver passar cinco ou dez gerações; ao homem, nascido para realizar muitas e grandes coisas, fixa um limite mais breve”. 3. Não temos exatamente uma vida curta, mas desperdiçamos uma grande parte dela. A vida, se bem empregada, é suficientemente longa e nos foi dada com muita generosidade para a realização de importantes tarefas. Ao contrário, se desperdiçada no luxo e na indiferença, se nenhuma obra é concretizada, por fim, se não se respeita nenhum valor, não realizamos aquilo que deveríamos realizar, sentimos que ela realmente se esvai. 4. Desse modo, não temos uma vida breve, mas fazemos com que seja assim. Não somos privados, mas pródigos de vida. Como grandes riquezas, quando chegam às mãos de um mau administrador, em um curto espaço de tempo, se dissipam, mas, se modestas e confiadas a um bom guardião, aumentam com o tempo, assim a existência se prolonga por um largo período para o que sabe dela usufruir.
(*) Hipócrates, Aforismos, 1,1. “A vida é curta, a arte é longa. A ocasião, figidia. A esperança, falaz. E o julgamento, difícil.”
Sobre a Brevidade Da Vida. #02
Ou todo mundo lê, ou ninguém Lê.
Se Sêneca tivesse um blog, o mundo seria outro.
@luciana_keiko,
fazendo o que pode,
No mundo de Keika
Filósofo, dramaturgo, político e escritor, Lúcio Anneo Sêneca ( 4ª.C.?-65d.C) foi um dos expoentes intelectuais de Roma no início da Era Cristã. Filho do retórico Marco Anneo Sêneca nasceu em Córdoba, na Espanha. Ainda Jovem foi levado para Roma, onde recebeu uma educação refinada, aprofundando-se em gramática, retórica e filosofia estóica. De saúde frágil, passou uma temporada no Egito quando tinha vinte anos, para tratamento. De volta a Roma, estabeleceu-se como advogado (alguém que falava no lugar de outra pessoa). Como conselheiro, tomou parte na corte do imperador Calígula. Em 41 d.C., Messalina, mulher do imperador Cláudio, provocou o banimento de Sêneca para Córsega sob a acusação de adultério. Ele passou o exílio estudando, e escreveu “Consolationes”. Em 49 d.C., a nova mulher de Cláudio, Agripina, chamou-o a Roma para ser tutor do seu filho, L. Domitius. Em 50 d.C, Sêneca recebeu o cargo de pretor. Em 54 d.C, à morte de Cláudio, L. Domitius, pupilo de Sêneca, tornou-se o imperador Nero e passou a governar sob orientação de Sêneca. Em 56 d.C, publicou “De Clementia”. Aos poucos, porém, Sêneca e outros conselheiros perderam a influência sobre Nero, e o governo deste tornou-se cada vez mais tirânico. Em 62 d.C, Sêneca aposentou-se e passou a dedicar o seu tempo ao estudo e à escrita. Em 65 d.C, foi acusado de participar de um golpe para assassinar Nero. Sem julgamento, recebeu do imperador a ordem de cometer o suicídio, que ele cumpre, abrindo as veias. Um relato do seu suicídio pode ser encontrado no livro XV dos anais de Tácito. Sua obra compreende uma sátira, ensaios e diálogos filosóficos, cartas e várias tragédias. O pensamento de Sêneca, influenciado pela escola estóica, enfatizava medidas práticas por meio das quais enfrentar os problemas da vida, e também, a necessidade de se encarar a própria mortalidade e a morte.
Sobre a Brevidade Da Vida. #01
Ou todo mundo lê, ou ninguém Lê.
Se Sêneca tivesse um blog, o mundo seria outro.
@luciana_keiko,
fazendo o que pode,
No mundo de Keika