Estou eu escrevendo no meu celular. No word mobile. Ele e muito bom (tem várias opções de um Word de verdade!). Enquanto ouço Coldplay, no media player mobile, que também é legal (da ate para ver a capa do cd). Sim, eu gosto de Coldplay. Eu sei que o Chris Martin chora enquanto canta, mas ele é bom até chorando. Acho que no fundo as pessoas gostam de cantar “sentimento”. Mas eu gosto dessas músicas meio emo. Não tenho preconceito. Inclusive tem um cd fresquinho do Coldplay no mercado, o “Viva La Vida Or Death And All His Friends” (depois eu vou comentar isso).
Isso tudo enquanto vou para casa.
Como eu sempre gostei de escrever! O computador só veio para ajudar. Pelo menos meu calo diminuiu. Tenho um calo no dedo direito. Minha unha ficou até deformada. Desde o pré. Primeiro porque eu apertava muito o lápis. Depois porque eu nunca mais consegui parar de escrever. Tenho tendinite no braço, de escrever. Já tive ate que engessar o braço.
Escrevia cartas, para muitas pessoas. Meus amigos. Escrevia carta ate para minha melhor amiga do colégio. Que claro, sentava do meu lado. Escrevia cartas até para um amigo do clube. Para um amigo que fiz na praia, ou na rua mesmo. Muitas cartas.
Hoje eu escrevo ensaios, minhas teorias. Tudo sobre minhas crises existenciais. Claro.
Eu tenho várias crises existenciais. Elas não só existem, elas me movem.
Mando até email para eu mesma. Claro que não é por falta de email ou coisa para fazer. Mais porque existem informações que devem ficar bem próximas. Visíveis. Acessíveis.
Como os monges budistas.
Eles têm varias premissas, como ser bondoso, se desapegar dos bens, ter consciência do fim, que ninguém é de ninguém…. Eu li em algum livro, acho que do Dalai lama, que todas as manhãs, quando eles meditam, eles pensam em tudo isso. Para fixar todas as coisas que acreditam.
Quantas coisas já não acreditamos com tanta propriedade, coisas muito boas, e depois não lembramos nem se quer da sua existência. Todas aquelas coisas que faziam tanto sentido.
O Sócrates (acho que foi ele … ) tabém disse uma vez uma coisa dessas: Você não tem que ler vários livros, tem que ler o mesmo várias vezes. Sócrates é legal.
Se tem um livro que eu jáli algumas vezes e tenho que ficar lendo de vez em quando é o do Sêneca. Ele é muito legal também.
Bom. Voltando eu mando email para eu mesma. Uma coletânea de informações que eu não posso esquecer sobre o que sou e o que acredito.
“Escrever é batermos com tinta para nos fazer entender”. É uma das frases que li e desde então a admiro. E não consigo lembrar do autor. E nem consigo achar no todo poderoso(Google). Desculpa grande autor da frase por não poder mencionar seu nome.
Eu sempre achei isso válido. Na verdade isso não é achar, é sentirr.
Muitas das coisas que escrevi, nunca ninguém leu. E talvez nunca ninguém lerá. Tem aquelas que escrevi , me descobri coisas e joguei fora.
E por falar em jogar fora, as vezes eu tenho 5 minutos de limpeza e jogo tudo fora. Como eu joguei todas as minhas cartas ,cartões de namoradinhos.. Eu tinha uma caixa só de cartas. Ordenadas por ano. Assim como eu mandava cartas, eu recebia muitas cartas.. Hoje as pessoas não mandam mais cartas. Mas tem email. Não é a mesma coisa.
Mas eu me perdôo. Eu sei que logo menos meus 5 minutos vão voltar.
Voltando mais uma vez, não importa para quem você escreve. Você tem que escrever.
Se você tem um problema e começa a desenvolver escrevendo, incrivelmente surge um conforto. Como se alguém estivesse te ajudando. E até está. Você mesmo. Escrevendo você acaba organizando as idéias e as vezes acaba vendo as coisas com outros olhos. Aqueles olhos que talvez se você tivesse, não teria um problema.
Só fazendo isso para “sentir” a frase. E não concordar com a frase.
So queria dizer para as pessoas escreverem mais. Ler mais também é legal.
Escrevi muito, eu sei. Mas é que eu moro longe.
E ainda acabei escrevendo sobre escrever.
E se eu estou escrevendo, é porque eu precisava escrever. Nem que o motivo não esteja no assunto.
Não me importo.
Essa é a minha casa. A keikasa da keika. A keika na web. A webkeika. E aqui, eu falo do que eu quiser. Não tenho blog de tecnologia, ou de filosofia, ou diário. Não quero ser blogueira, ganhar dinheiro..
Gosto de compartilhar. As idéias, os ideiais, os achados, as descobertas, e até os sentimentos.
Esse é o lugar onde ficam guardadas as minhas coisinhas (assim eu tenho certeza que não vou perder mais nada!)
É como se eu contasse coisas pra um amigo. Inclusive estou contando para amigos. Só não sei quais são. Porque afinal, para mim, “todos são meus amigos, até que eles provem o contrario” (Keika)
Remember remember the fifth of november.


